terça-feira, 14 de setembro de 2021

luz mortal

que das entranhas lhe subisse 

a garganta a sua mortalidade

de mulher canta com a pedra

a lìngua de versos a lìngua

da fala lìngua recebida lábio

a lábio beijo ou silaba clara leve

limpa
 

não aprendi

sem esfacelar às pétalas

falta - me o dedo menino

de quem costura desfiladeiros

de criança eu sabia suspender

o tempo soterrar abismos e nomear

as estrelas
 

no riso nas lágrimas


 no coração da  pàtria 

escrevo semeio o teu

nome


amei - te

sem saberes amei - te sem o saber

amando - te  de te procurar de te

inventar nos contornos do fogo
 

è madrugada

hoje o sol não nasce

a noite perdura na imensidão

dos lábios
 

como tu tambèm eu

sussurro  lentas silabas

a leve melancolia que nos

abraça
 

falo - te deste poema

recordo o teu sorriso o amor

que na boca dos peixes da foz

com ele adormece
 

Viagem

o beijo da quilha na boca da água vai - me tocando entre o céu e o mar o azul de outro azul enquanto na funda transparência sinto a vertigem...